Mudança de hora proporciona mais gastos energéticos e poluição

No passado fim-de-semana Portugal procedeu à alteração da sua hora legal atrasando-a 1 hora.
Parece-nos, pois, oportuno referenciar um estudo da Universidade de Cambridge que estima que o Reino Unido poderia poupar 885 gigawatts/h nos meses de Inverno, o equivalente à electricidade gasta por 200 mil casas durante um ano, com mais horas de luz solar à tarde, pois verifica-se que há maior desperdício de energia durante a manhã.

Como sabemos, Portugal e o Reino Unido não aplicam o horário da Europa Central apesar de ao longo dos tempos terem surgido múltiplas propostas no sentido de o adoptar tendo mesmo vigorado, em Portugal, entre 1992 e 1996. Embora alguns reconhecessem que uma hora comum à generalidade dos países europeus facilitava as comunicações e os transportes internacionais, a mudança, foi criticada, porque afectava o ritmo escolar e dificultava o sono e tudo voltou ao velho horário, o actual.

Fica a título de curiosidade que a introdução da hora de Verão ocorreu para aproveitar a luz solar e foi aplicada em 1916 por causa da guerra.A título informativo a disposição legal:
Decreto-Lei nº. 17/96, de 8 de Março
Artigo 1º.

1 - A hora legal de Portugal continental coincide com o tempo universal coordenado (UTC) no período compreendido entre a 1 hora UTC do último domingo de Outubro e a 1 hora UTC do último domingo de Março seguinte (hora de Inverno).
2 - A hora legal coincide com o tempo universal coordenado aumentado de sessenta minutos no período compreendido entre a 1 hora UTC do último domingo de Março e a 1 hora UTC do último domingo de Outubro (hora de Verão).
Artigo 2º.
As mudanças de hora efectuar-se-ão adiantando os relógios de sessenta minutos à 1 hora UTC do último domingo de Março e atrasando-os de sessenta minutos à 1 hora UTC do último domingo de Outubro seguinte.

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