Comer com conta, peso e medida [2]

No ar sentimos o cheiro característico da castanha assada. É o mote para apresentarmos o segundo apontamento de: comer com conta, peso e medida.
Pelo S. Martinho os magustos são uma oportunidade para reunir à volta de uma fogueira os apreciadores de castanha assada que as acompanham com uma jeropiga ou água-pé. Esta tradição celebrada de norte a sul, bem aqui no interior, e é a oportunidade para recomendarmos a leitura de um livro: Castanea: Uma dádiva dos deuses, da autoria de Jorge Lage. Para além de uma incursão sobre a problemática do castanheiro o autor quis recuperar a tradição de incluir as castanhas na alimentação.
Usada na cozinha desde tempos imemoráveis, no século XVII a castanha era um dos produtos básicos da alimentação da população do interior de Portugal, assumindo-se como um substituto da batata e do pão pois era transformada em farinha, após moagem.
Gastronomicamente a castanha assume-se como um produto de altíssima qualidade e atinge o estatuto de iguaria da doçaria francesa de que o marron glacê é evidência.
Podes encontrá-lo na tua biblioteca com o registo nº 13841.

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