31 de outubro de 2010

Halloween, dia das bruxas e leituras

O Dia das Bruxas [halloween] é um evento tradicional dos países anglo-saxónicos e com pouca expressão entre nós. Ainda assim, nos últimos anos, na noite de 31 de Outubro, são cada vez mais os jovens que ,vestidos com fantasias de bruxas, fantasmas..., entre outras, batem às portas e pedem doces aos moradores.
A origem do "Halloween" aparece associado ao povo celta, assinalando o final do verão e o tempo de armazenamento das provisões para o inverno. A celebração era conhecida como Samhain, Samhein, Festa do Sol... mas prevaleceu o nome de "Halloween", que significa véspera do Dia de Todos os Santos.
De acordo com a lenda as fogueiras das casas eram acesas a partir das brasas de uma fogueira sagrada e para as transportar usava-se o interior dos nabos, que também funcionavam como lanternas.
Os irlandeses passaram a esculpir nabos e beterrabas para funcionarem como lampiões e quando emigraram para a América passaram a utilizar com a mesma finalidade as abóboras. Desde então, as abóboras fazem parte da decoração nas noites de "Halloween".
Este ano a noite prevê-se fria e chuvosa e, em alternativa à saída, deixamos como sugestão a leitura de "uma aventura na noite das bruxas".

27 de outubro de 2010

No dia das bibliotecas... com H. C. Andersen

Falar de Hans Christian Andersen [1805-1875], escritor dinamarquês cuja obra literário está traduzida para mais de uma centena de línguas, é falar de contos infantis pese o facto do escritor ser, também, autor de romances, livros de poemas e relatos de viagens.
[...] Era um homem magríssimo, muito alto, suavemente sonhador, esquisito como diz o povo, de olhos meio fechados, expressão alegre e… tinha um quê de sublime. [...]http://purl.pt/768/1/contista-anderson.html.
Não teve uma infância fácil mas apesar das dificuldades aprendeu a ler desde muito cedo. Encantava-o ouvir histórias.
As dificuldades porque passou e as gritantes desigualdades sociais que caracterizavam a sociedade em que cresceu influenciaram de forma decisiva o seu modo de escrever. Essa experiência de vida marcará o seu estilo de escrita e contribuirá para a presença permanente da indicação, nos seus contos, de comportamentos reprováveis; simultaneamente um grito de alerta para a importância das relações humanas se basearem na igualdade de direitos.
São muitos os contos que povoam o imaginário de crianças de todo o mundo e disso são exemplo: "O patinho feio", "O soldadinho de chumbo", “A princesa e a ervilha”,”Os sapatinhos vermelhos”,"A menina dos fósforos"…
Em boa hora mereceu este autor a atenção do projecto “Maletas de Leitura” pois, a apresentação de ”Viajando com Andersen”, pelas alunas do Curso Profissional de Acção Psicossocial, foi ontem o momento alto da manhã na biblioteca, o momento que escolhemos para assinaler o Dia Internacional das Bibliotecas Escolares.
Duas turmas do 7º ano ouviram contar algumas das histórias que fazem parte do imaginário infantil de muitas gerações.
Ouviram cada uma das histórias e sentiram a força das palavras.

25 de outubro de 2010

Hoje, na escola..."Greenpeace" deu palestra.



Acabou há instantes a palestra sobre o meio ambiente e a acção da organização "Greenpeace". Fica bem documentado o interesse dos mais de 80 alunos que assistiram à apresentação [em inglês, pois tratava-se uma actividade de âmbito curricular organizada pelos professores de língua inglesa] e que tiveram a oportunidade de... fazer questões aos dois activistas da organização.No final houve tempo para troca de e-mails e alguns autógrafos.Aguardamos a próxima.

22 de outubro de 2010

A raposa que foi ao galinheiro ... [quem é a raposa?]

As fábulas, de um modo geral, relevam a vitória da fraqueza sobre a força, da bondade sobre a astúcia, a derrota dos preguiçosos...
As fábulas podem [devem] ser usadas para discutir o comportamento humano e são intemporais. Os contos tradicionais podem ter a mesma finalidade.
É neste contexto que propomos a leitura deste conto de Ana de Castro Osório.
em [Contos, fábulas facécias e exemplos da tradição popular portuguesa].
na biblioteca com o nº de registo: 11857


Um dia a Raposa, que rondava havia muito pela porta de um rico lavrador, dono de farta capoeira, descobriu nesta um buraco. Como o buraco era pequeno encolheu-se quanto possível, e, fazendo-se esguia, conseguiu caber por ele.
Ia só para estudar o caminho (pensava ela), e depois voltaria por lugar mais seguro e fácil.
Mas o mau foi apanhar-se lá dentro, pois assim que viu diante dos seus olhos as galinhas, galos, frangos, patos e perus, não teve mão na gula, deitou-se a eles e comeu, comeu, até se abarrotar.
No melhor da festa, quando já estava que se não podia mexer, sentiu passos no pátio e quis fugir por onde entrara. Foi-lhe impossível! O buraco por onde coubera com a barriga vazia, não lhe deu passagem com ela cheia a mais não poder, por grandes esforços que fizesse. Sentindo-se perdida, de que se há-de lembrar a grande manhosa? De fingir-se morta!
Deitou-se no meio do chão, muito estendida, com a língua entre os dentes, tal como se tivesse morrido de farta.
Quando o lavrador veio, de manhã, abrir a porta à criação, caiu-lhe a alma aos pés.
Os pobres animais que a gulotona não comera, matara-os e deixara-os de lado. Cheio de raiva ia para lhe dar uma paulada, gritando:
— Ah grande marota que estrago me fizeste na capoeira!...Mas, tocando-lhe com o pé, imaginou-a já morta e, em vez de lhe bater, agarrou-lhe pelas pernas e atirou-a para a horta, dizendo:
— Tanto comeste que arrebentaste! Foi bem feito! Fica-te para aí, que logo te enterro, malvada!
A espertalhona, logo que se viu fora da capoeira, deu, um pulo, e pernas para que te quero! Aquilo, foi fugir, campos fora, que nunca mais lhe puseram a vista em cima.
Então o lavrador jurou a si mesmo nunca mais se fiar em pessoas intrujonas, nem mesmo quando parecessem mortas.

15 de outubro de 2010

Assinalando o Dia Mundial da Alimentação

A 16 de Outubro assinala-se o Dia Mundial da Alimentação data que comemora a criação da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), decorria o ano de 1945.
Cada ano é dedicado a um tema diferente e, para 2010, a proposta é “O Direito à Alimentação e a Luta Contra a Fome”.
Porque é importante estarmos bem informados sobre nutrição e cuidados na alimentação deixamos este vídeo a que pode aceder via YouTube com o título:Frutas e verduras que diminuem a fome e ajudam no emagrecimento. Basta um clic sobre a imagem.
Para obter mais informação sobre os temas dos últimos anos deixamos este endereço: http://www.feedingminds.org/info/wfd_pt.htm

13 de outubro de 2010

... realidade ou ficção?


"... a casa do rei tinha muitas mais portas, mas aquela era a das petições. Como o rei passava todo o tempo sentado à porta dos obséquios (entenda-se, os obséquios que lhe faziam a ele), de cada vez que ouvia alguém a chamar à porta das petições fingia-se desentendido, e só quando o ressoar contínuo da aldraba de bronze se tornava, mais do que notório, escandaloso, tirando o sossego à vizinhança (as pessoas começavam a murmurar, Que rei temos nós, que não atende), é que dava ordem ao primeiro-secretário para ir saber o que queria o impetrante, que não havia maneira de se calar. Então, o primeiro-secretário chamava o segundo-secretário, este chamava o terceiro, que mandava o primeiro-ajudante, que por sua vez mandava o segundo, e assim por aí fora até chegar à mulher da limpeza, a qual, não tendo ninguém em quem mandar, entreabria a porta das petições e perguntava pela frincha, Que é que tu queres. O suplicante dizia ao que vinha, isto é, pedia o que tinha a pedir, depois instalava-se a um canto da porta, à espera de que o requerimento fizesse, de um em um, o caminho ao contrário, até chegar ao rei. Ocupado como sempre estava com os obséquios, o rei demorava a resposta ..."
in O Conto da Ilha Desconhecida (Saramago, 2005).
Ilst. Bartolomeu dos Santos
na biblioteca com o nº de registo 11964

6 de outubro de 2010

Para além das imagens... Para lém das palavras

Por vezes há livros que vêm ter connosco. É o caso deste livro que dá título ao post e que recomendamos para o mês de Outubro.

Ele olhava com determinação,
Com alma e coração.
Sendo especial e diferente
A sua cara era estranhamente atraente.
Mas isso não era de importar,
O que interessava agora era o seu olhar.
Naqueles olhos via horizontes,
Que prometiam dar origem a novas fontes.
Aquele olhar ostentava uma luz bela,
Um futuro bonito saía de dentro dela.
Nos seus lábios via o mar,
De lá vinham ondas tão belas como aquele olhar.


Ana Carolina Fidalgo
Escolhemos este texto e respectiva ilustração, entre mais de duas dezenas, apenas por ser o primeiro que surge no livro.


Ajuda - construção de resumos

Mapa de conceitos - Guião para construção [dez 2015]

Apoio à literacia [revisto em setembro 2015]