Ranking de escolas?

Começa a ser tradição, sabe-se lá porquê, surgirem nesta altura do ano os ditos "ranking's" das escolas elaborados a partir de resultados de exames.

Compara-se o que não é comparável [escolas públicas com escolas privadas, escolas públicas que fazem selecção de alunos com escolas públicas que o não fazem, escolas do litoral com escolas do interior, escolas...] e cada um utiliza os critérios que muito bem entende e tiram-se conclusões!

O trabalho intenso e abnegado, tantas vezes sofrido, que as comunidades escolares realizam ao longo do ano é desconsiderado; as condições em que é realizado são ignoradas. Sofre-se ou rejubila-se em função da posição que a escola atingiu.
Para reflexão reproduzimos a resposta dada pelo DN à questão que o próprio jornal impôs a si próprio quando publicou o seu ranking: Não há o risco de se produzirem valores errados?
Apesar de se basear nas provas das duas fases, o DN só considera exames feitos por alunos internos (que frequentaram a escola onde o exame foi feito este ano lectivo). Também não são consideradas melhorias de nota entre as duas fases. Ou seja: quando o aluno fez o mesmo exame nas duas fases, só contam os resultados que alcançou na primeira. Dito isto, todas as listagens são passíveis de erro e discussão. O que o DN pode assegurar é que aplicou critérios iguais a todas as escolas da lista, com base nos dados facultados pelo Ministério da Educação.

Alguns perguntarão se não será importante as escolas serem responsabilizadas pelos resultados dos seus alunos. Claro que sim! Mas não desta forma e apenas considerando resultados de exames!


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