Pipocas, que delícia...

Ora adivinhem lá:

O que é, o que é:

salta e salta e depois veste-se de noiva?

Claro, as pipocas!


Esta guloseima que tantos apreciam, ao que parece, fazia parte dos hábitos alimentares das populações da América do Sul. De facto descobriram-se no norte do Peru grãos de pipoca que datam de há cerca de 6700 anos!
A descoberta foi resultado de uma escavação feita em Huaca Prieta e Paredones. A técnica de datação utilizada fundamenta-se no método de "datação por carbono 14" que compara a quantidade de carbono presente no milho encontrado nas escavações e na atmosfera.
O isótopo C14 é transferido para a planta durante a fotossíntese na forma de dióxido de carbono mas deixa de ser absorvido quando a planta morre. Ao comparar a quantidade de carbono 14 no milho e na atmosfera, consegue-se determinar uma data da morte da planta.
Mas como se consegue transformar o grao de milho em pipoca?

Durante o aquecimento a água presente no grão começa a passar ao estado gasoso mas não consegue sair porque a casca do grão também sofre alterações impedindo a saída. O vapor de água acaba por modificar o amido presente na camada interna do grão conferindo-lhe propriedades de gel. Com o aumento contínuo da pressão o grão acaba por estourar e o amido expande-se originando o aspeto branco e macio que todos reconhecemos. O grão deu origem à pipoca!

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