31 de janeiro de 2012

Pipocas, que delícia...

Ora adivinhem lá:

O que é, o que é:

salta e salta e depois veste-se de noiva?

Claro, as pipocas!


Esta guloseima que tantos apreciam, ao que parece, fazia parte dos hábitos alimentares das populações da América do Sul. De facto descobriram-se no norte do Peru grãos de pipoca que datam de há cerca de 6700 anos!
A descoberta foi resultado de uma escavação feita em Huaca Prieta e Paredones. A técnica de datação utilizada fundamenta-se no método de "datação por carbono 14" que compara a quantidade de carbono presente no milho encontrado nas escavações e na atmosfera.
O isótopo C14 é transferido para a planta durante a fotossíntese na forma de dióxido de carbono mas deixa de ser absorvido quando a planta morre. Ao comparar a quantidade de carbono 14 no milho e na atmosfera, consegue-se determinar uma data da morte da planta.
Mas como se consegue transformar o grao de milho em pipoca?

Durante o aquecimento a água presente no grão começa a passar ao estado gasoso mas não consegue sair porque a casca do grão também sofre alterações impedindo a saída. O vapor de água acaba por modificar o amido presente na camada interna do grão conferindo-lhe propriedades de gel. Com o aumento contínuo da pressão o grão acaba por estourar e o amido expande-se originando o aspeto branco e macio que todos reconhecemos. O grão deu origem à pipoca!

24 de janeiro de 2012

Cura de Alzheimer mais próxima?

Ao que parece as pessoas que têm o bom hábito de praticar atividades cognitivamente estimulantes como a leitura de livros e jornais ou escrita, têm menores níveis de beta-amilóide, péptido [peptídeo] associado à doença de Alzheimer.
Pelo menos é o que revela um estudo publicado na revista Archives of Neurology. De acordo com Susan Landau, uma das co-autoras do estudo e pesquisadora no Instituto de Neurociência Helen Wills, da Universidade da Califórnia, Berkeley “…staying cognitively active over the lifetime may reduce the risk of Alzheimer's by preventing the accumulation of Alzheimer's-related pathology.”
Este estudo que envolveu 65 adultos, com idades superiores a 60 anos, vem ao encontro de investigações anteriores que tinham concluído que a realização de atividades cognitivas poderia contribuir para evitar o Alzheimer na idade adulta. Releva que os dados agora recolhidos, ao identificarem a proteína, podem ajudar a desenvolver novas estratégias para tratamento da doença.
O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que afeta principalmente os adultos de idade avançada. Em Portugal estima-se que existam cerca de 90 000 casos de doença de Alzheimer que tendem a aumentar devido ao envelhecimento da população.

19 de janeiro de 2012

Manuais digitais ou manuais em papel?

Não é nova a discussão sobre o suporte dos manuais escolares: papel ou digital?
Há argumentos para todos os gostos e com facilidade encontramos os que negam pura e simplesmente uma das soluções.
Não deixa de ser um facto que no tempo presente todos os manuais já existem na versão digital e que é a partir dela que se passa à fase impressão. Ora, daqui decorrente, parece inevitável que, mais cedo do que alguns desejam e demasiado tarde para outros, os manuais escolares digitais serão os companheiros de alunos e professores.
Vem este apontamento a propósito do lançamento pela Apple [hoje 19 de Janeiro] da aplicação iBooks 2 que a lançará no mundo dos manuais escolares. De acordo com a empresa os primeiros manuais disponíveis destinam-se às escolas secundárias dos Estados Unidos e passarão a integrar materiais multimédia, vídeos e fotografia. São manuais interativos e disponibilizam questionários para os alunos responderem. Podemos estar errados, mas algo nos diz que o tempo é de grande mudança e que os defensores do papel vão perder!

16 de janeiro de 2012

Fase de escola - CNL



A biblioteca acolheu na noite de sexta feira a fase final [escola] do Concurso Nacional de Leitura. Os participantes emprestaram um enorme brilho a esta atividade de apuramento dos representantes da escola à fase distrital do Concurso Nacional de Leitura.
Com a presença de alguns pais e amigos doze alunos, seis do 3º ciclo e seis do ensino secundário, foram respondendo às questões colocadas de forma brilhante. O júri teve a grata oportunidade de assistir ao desenrolar das provas e depois a difícil tarefa de apurar os seis alunos. Embora todos merecedores de representar a escola a escolha recaíu sobre:
Jéssica Almeida do 7º B, Simão Brito do 8ºA e Catarina Carvalho do 9ºA;
Marisa de Jesus do 10º ano LH1, Vanessa Santos do 11º LH, Mariana Pereira do 11º ano CT2.
Para todos os que participaram deixamos os nossos votos de parabens e continuação de boas leituras. Ao alunos que vão estar presentes na fase distrital uma palavra de incentivo e a certeza de que farão o melhor que estiver ao seu alcance.

12 de janeiro de 2012

2ª fase de Escola do Concurso Nacional de Leitura

Tal como em anos anteriores a escola envolveu-se nesta iniciativa do PNL [Plano Nacional de Leitura] em colaboração com aDGLB [Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas] e a RBE [Rede das Bibliotecas Escolares]. Esta iniciativa, Concurso Nacional de Leitura, tem como principal objetivo estimular a prática da leitura de obras literárias entre os alunos.

Em dezembro foram 65 os alunos que participaram na 1ª fase e 12 alunos passaram à 2ª fase; chegou o momento de selecionar os seis alunos, três do 3º ciclo e três do ensino secundário, que representarão a escola na fase distrital. É amanhã, à noite, dia 13 de janeiro, na biblioteca.

Deixamos o convite a toda a comunidade escolar para assistir a esta 2ª fase.

10 de janeiro de 2012

O que é a ciência? o olhar de Feynman


Começa a ser um lugar-comum a afirmação que dá conta de vivermos na era da ciência e da tecnologia. Todos os dias surgem novas descobertas e precisamos de estar preparados para viver num mundo complexo e de rápidas mudanças.
É neste contexto que se impõe a absoluta necessidade de desenvolvermos outras formas de estar e de pensar pois somente assim será possível adaptarmo-nos à contínua evolução da sociedade. Parece-nos inequívoco que será o aumento das nossas competências em ciência um dos suportes que contribuirá para atingir tal desiderato.
Naturalmente surge sempre a questão do que entendemos por ciência. Deixamos o pensamento de Richard P. Feynman.
Feynman, prémio Nobel da física [malogradamente já não está entre nós (1918-1988)], disse-nos que aprendeu o que é a ciência, ainda ele comia numa cadeira alta, quando o pai após o jantar lhe propunha um jogo recorrendo a mosaicos de cores diferentes. O objectivo era colocar os mosaicos de modo a formar sequências. Primeiro deixava-o brincar com os mosaicos e depois, de forma prudente e cautelosa, acrescentava matéria de valor educativo. Este jogo ajudou-o a prever e a realizar arranjos bastante complicados de sequências de cores ultrapassando com facilidade os testes que lhe foram colocados no jardim-de-infância.
Apontou, também, que aprendeu o que é ciência durante os passeios pelos bosques que costumava fazer com o pai e conta a história de um menino que uma vez lhe perguntou se sabia o nome de um pássaro que se encontrava perto deles e de cujo nome não se lembrava (diz que não é bom a decorar nomes), ao que o menino lhe respondeu: “É um tordo de papo castanho”. Na verdade o seu pai já lhe tinha ensinado, mas disse-lhe que o nome não dizia nada do pássaro mas sim sobre as pessoas que o dizem, pois em cada língua diz-se de maneira diferente. No entanto ensinou-lhe que o pássaro canta, ajuda os seus filhos a voar, migra voando muitas centenas de quilómetros e sempre pelo mesmo caminho… e que há grande diferença entre o nome de uma coisa e o que se passa com ela.
Para Feynman, para aprender a que diz respeito a ciência, é necessário fazer observações e muita paciência. Mas caso se pretenda ensinar a fazer observações, deve começar-se por mostrar que elas podem conduzir a coisas maravilhosas e evidencia que se olharmos, observarmos e prestarmos atenção podemos tirar disso grande recompensa…
De acordo com Feynman se há qualidade para a ciência é que ela ensina o valor do pensamento racional, assim como a importância da liberdade do pensamento. Mas a ciência não nos ensina nada, a experiência sim, essa é que nos ensina. A grande descoberta é que vale mais a pena verificar tudo através da experiência direta, do que confiar na experiência transmitida do passado. A ciência apresenta a riqueza de uma visão do mundo criada por ela: a beleza e as maravilhas do mundo tal como as descobrimos através dos resultados de experiências novas.
[A scientific theory] describes Nature as absurd from the point of view of common sense. And it agrees fully with experiment. So I hope you can accept Nature as She is - absurd.
I'm going to have fun telling you about this absurdity, because I find it delightful. Please don't turn yourself off because you can't believe Nature is so strange. Just hear me all out, and I hope you'll be as delighted as I am when we're through."
In the introductory lecture on quantum mechanics reproduced in QED: The Strange Theory of Light and Matter (Feynman 1985).


Adaptado do texto “ A importância da ciência” de Eva Roberto e Glória Baptista

3 de janeiro de 2012

Modelos de máquinas de calcular - Exames 2012

Pois é, estamos de regresso ao trabalho!

Votos de um Bom Ano para todos.



Deixamos este 1º post de 2012 com a informação dos modelos de máquinas que podem ser usados nos exames nacionais e de escola. Um clic sobre a imagem permite-nos o acesso à listagem.

Ajuda - construção de resumos

Mapa de conceitos - Guião para construção [dez 2015]

Apoio à literacia [revisto em setembro 2015]